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Economia de Francisco à luz do Carisma de Paula Frassinetti

publicado em 8.7.21
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No Colégio Santa Dorotéia de Belo Horizonte, a formação permanente dos educadores foi realizada no dia 6 de julho e teve como tema, “A Economia de Francisco: uma provocação para um mundo em ruínas!” Ao tema, acrescentamos o recorte do Carisma com a afirmação de nossa Madre Fundadora: “A caridade não faz empobrecer!” (Carta 447,3).

Organizamos a formação em três momentos:

1º Momento:
Momento de reflexão sobre a convocação do Papa Francisco para, em 2020, encontrar-se com Jovens Economistas e Empreendedores do mundo inteiro para articularem um novo modelo de economia, chamada simbolicamente de “Economia de Francisco”, na linha da associação com o que seria a visão de São Francisco de Assis. Gerou-se com isso um amplo movimento por parte de comunidades de diversas religiões, em torno de uma ideia básica – a de que a economia deve servir à sociedade, e não o contrário, isto é, uma economia que, em princípio, deve servir para vivermos melhor, e não para estarmos ao seu serviço. Uma economia que se proponha ao bem comum, seja socialmente justa e ambientalmente sustentável.

Ao completar em 2020, cinco anos da publicação da Laudato Si, sobre o Cuidado da Casa Comum, o Papa almeja com a “Economia de Francisco” realmar a economia global, olhando para os mais vulneráveis e incluindo essas pessoas na produção de riquezas; decretar o fim do “dogma neoliberal”  e trazer para a economia a consciência da “fraternidade universal” (Fratelli Tutti); combater a desigualdade social, sabendo que o mundo produz anualmente 85 trilhões de reais em bens e serviços e que, se fosse razoavelmente distribuído, asseguraria 15 mil reais por mês por famílias de quatro pessoas (dados do economista Ladislaw Dowbor) e impedir que leis invisíveis (do Neoliberalismo) continuem transformando a Economia em negócios de mercado, contrários aos interesses e necessidades da sociedade.

2º Momento:
Ao olharmos para a realidade brasileira, refletimos sobre as contribuições da Articulação Brasileira para a Economia de Francisco (ABEF) que, além de enviar 30 jovens brasileiros para o encontro remoto com o Papa em Assis, trouxe ainda para a discussão a visão de Santa Clara de Assis, que desejava construir pontes, diálogos entre todos os povos. Na visão da ABEF, escutando a silenciosa linguagem de Clara de Assis, nós nos fazemos ponte a ligar ‘os que têm de sobra com aqueles que sentem falta de tanta coisa’. Para as novas economias no século XXI, masculino e feminino tem que caminhar lado a lado, ombreados, nem à frente nem atrás, mas de mãos dadas, como o “Irmão Sol” e a “Irmã Lua”. Refletimos sobre os desafios que precisamos enfrentar no Brasil devido à infiltração do chamado “dogma neoliberal” na conjuntura política, educacional e na Igreja.


3º Momento:
A Escola Doroteia é o lugar onde a administração dos recursos se faz tendo como critério a Justiça do Reino. Na caminhada de nossa fundadora, grandes foram os desafios da gestão econômica, sendo a escassez, a pobreza, a caridade, a fé e os valores do Evangelho os grandes balizadores de todas as iniciativas da Congregação. Neste momento da formação, vários educadores puderam apresentar ao grupo as ressonâncias desta reflexão em seu compromisso de evangelizar através da educação, ao jeito de Paula Frassinetti.

 

 


 


 

 
 
 


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