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“A Deus só, toda honra e toda glória!”

7 de agosto de 1981 – 7 de agosto de 2021
Celebração dos 40 anos do Terceiro Milagre de Paula Frassinetti!

publicado em 9.8.21
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Maria Maccarone, imediatamente após o milagre, entre seu esposo e sua filha.

A obra da criação divina não se situa em um único momento de um passado distante. Ela se desenrola diante dos nossos olhos. Milagre! Derivado do latim miraculum, “prodígio, maravilha, coisa extraordinária”, o seu significado na linguagem eclesiástica atual parece ser um fato que não poderia ser explicado por causas naturais e que se atribuiria a uma intervenção divina. 

Para ser considerado um santo perante os católicos, é preciso passar por três etapas: confirmação das “virtudes heroicas”, beatificação e canonização. As últimas duas exigem a comprovação de um milagre. O milagre é considerado uma cura de forma instantânea, perfeita, duradoura e inexplicável cientificamente, como a de uma doença incurável ou muito difícil de se tratar.

Paula Frassinetti manifestou a bondade curativa de Deus em  São Calógero, na província de Catanzaro, cidade agrícola do interior de Vibo, na vida e saúde de Maria Maccarone. Nascida em 7 de agosto de 1931, casada com Antonio Scuteri e mãe de três filhos: Miguel, Nicolau e Rosária, de condição muito modesta (ela colhia azeitonas; o marido, antes era operário, depois, empregado da Prefeitura), após o nascimento do terceiro filho, começa a queixar-se de fortes dores nas pernas e na coluna, que a impediam de caminhar e também de sentar. A única posição que lhe dá um pouco de alívio é estar deitada na cama. Bem depressa, é totalmente impedida de se levantar. Os médicos que a tratavam e também os especialistas diagnosticaram tratar-se de uma poliartrite reumatoide, atingindo a região coxofemoral e as articulações dos joelhos. Toda terapia era ineficaz e a condenação à imobilidade absoluta foi inevitável. Não era possível para a doente nem mesmo ficar sentada, assim, era inútil a compra de uma cadeira de rodas.

Para Maria só havia uma solução: ficar imóvel em sua cama! Além do sofrimento físico, experimentou, por longos treze anos, também os sofrimentos morais, provocados pela pobreza e pela impossibilidade de servir ao marido e aos filhos. Dores, privações de toda espécie, solidão, eis o seu pão cotidiano. Entretanto, no seu longo calvário, Maria conservava sempre viva a sua fé e o único conforto que tinha era a oração e a caridade dos seus vizinhos.

As Irmãs Doroteias que trabalhavam em São Calógero, desde outubro de 1968, conhecendo as tristes condições de Maria, faziam tudo quanto podiam para aliviar os seus sofrimentos, cuidando das três crianças e visitando-a frequentemente. Para conforto espiritual da doente, as Irmãs levavam-lhe, quase diariamente, a Comunhão.

Em janeiro de 1981, na festa da Epifania, a coordenadora da comunidade de S. Calógero, juntamente com as outras Irmãs, propuseram a Maria pedir a graça de sua cura por intercessão da Beata Paula Frassinetti, Fundadora da sua Congregação. Maria acolhe com fé aquele pedido. Foi então colocado um poster da Beata Paula na parede em frente à cama da doente, e começaram a pedir ao Senhor que através de Paula fosse devolvida a saúde à querida enferma. Cada dia, depois da Comunhão, diante da imagem de Paula, uma oração plena de fé se elevava a Deus para que o milagre se realizasse. Sem demora, o Senhor dá uma resposta: uma noite, Maria, num sonho, viu a Beata Paula que lhe sorria e lhe assegurava que ficaria curada. Maria, depois disso, convenceu-se que iria alcançar sua graça: o milagre... e pede que lhe comprem os sapatos para poder andar quando se levantar!

Na cidade todos rezavam: as crianças, os doentes, os velhinhos que as Irmãs visitavam; também as duas comunidades das Irmãs Doroteias que estão na Sicília se uniram a esta invocação incessante e fervorosa. Antecipadamente, eram feitas orações de louvor e de agradecimento pelo prodígio que o Senhor se dignaria fazer. Proclamava-se: “a Deus só, toda honra e toda glória”.

No dia 7 de agosto de 1981, Maria completou 50 anos de existência. Os parentes a visitaram e lhe fizeram um pouco de festa. À tarde, chegaram também as Irmãs Doroteias, eram quatro, a coordenadora, Ir. Rosetta Farruggia, com duas Irmãs de sua comunidade: Ir. Petronilda Pontoriero e Ir. Maria Sortino, e a coordenadora de Mazzarrá, Ir. Amélia Pace. Depois de algum tempo, a pedido de Maria, as Irmãs convidaram  todos os presentes para fazerem uma oração. Os parentes preferiram sair, ficando a filha, Rosária e outra jovem amiga, Catena.

As Irmãs começam a recitar o Rosário. Durante a oração, por três vezes, Maria dá um grito, porque sente dores fortíssimas na coluna, mas pede que continuem a rezar. Num dado momento, pede para ser ajudada a levantar-se e consegue sentar-se na cama. Depois de algum tempo, deseja descer da cama. Irmã Rosetta a ajuda e, sob os olhos dos presentes, retomam vida os membros de Maria que há treze anos estavam paralisados. As pernas muito finas e os joelhos muito inchados readquirem a forma normal, os dedos encolhidos dos pés se esticam... Maria fica em pé... dá os primeiros passos, aproxima-se da parede e vai beijar a imagem da Beata Paula. São 18h da primeira sexta-feira de agosto. A Beata Paula havia dito a Maria que o milagre aconteceria numa sexta-feira, no dia do seu aniversário, e cumpriu sua promessa.

Maria caminhou várias vezes pelo quarto, aproximou-se da janela, sob o olhar atônito de sua filha que, pela primeira vez, viu sua mãe caminhar. As Irmãs, juntamente com a miraculada, serenas e comovidas, continuaram a oração que se tornou um canto de louvor e de agradecimento a Deus, porque Ele opera maravilhas em seus santos! Alguém vai chamar o Sr. Antônio, marido de Maria, que se encontrava trabalhando no campo. Com profunda comoção, viu a esposa vir ao seu encontro, ao entrar em casa! A notícia se espalhou pela pequena cidade, como um raio. Todos acorreram para ver Maria. No entanto, esta pediu para ir para à casa das Irmãs e, na sala da escola, todos puderam ver caminhar aquela que por tantos anos havia permanecido imóvel em seu pobre leito. Mais tarde, chegou o Pároco. Já era noite fechada. Assim mesmo todos sentiam a necessidade de dar graças a Deus com o Sacrifício Eucarístico. Todos, com viva alegria e comovida gratidão, queriam rezar:

“A Deus só, toda honra, todo louvor! 




 


 

 
 
 


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