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Educadores de Belo Horizonte participam de Retiro Espiritual

publicado em 12.4.22
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No dia 12 de março de 2022, os educadores (professores e funcionários) do Colégio Santa Dorotéia de Belo Horizonte tiveram a oportunidade de participar do Retiro Espiritual de Educadores. Em sintonia com a Campanha da Fraternidade de 2022, fomos iluminados pelo Evangelho de João 8, 1-11, sorvendo da Pedagogia de Jesus um jeito todo especial de “Educar pela Via do Coração e do Amor”.

Fomos acolhidos no Retiro das Rosas, casa das Irmãs Salesianas, em Cachoeira do Campo, Minas Gerais. Abrimos o Retiro Espiritual  iluminados pela oração “Tomai e recebei”  de Santo Inácio, ao jeito de Santa Paula Frassinetti, tal como nos propõe a Ir. Diana Barbosa, em seu  Paula em Mosaico.

Santo Inácio de Loyola Paula Frassinetti

Tomai, Senhor, e recebei.
Toda a minha liberdade, a minha memória, o meu entendimento e toda a minha vontade. Tudo o que tenho e possuo,
Vós me destes.

Apresentar ao Senhor o coração como cera mole e folha em branco, para que à cera Ele possa dar a forma que lhe aprouver, e, na folha, escrever o que Ele quiser. (OEP, p.16,9.)

A Vós, Senhor, o restituo.
Tudo é vosso, disponde de tudo. Segundo a vossa vontade, dai-me o vosso amor e a vossa graça,
Que isso me basta.

O meu Jesus sabe que comigo não se engana: fizemos os nossos pactos há muitos anos, e por isso pode fazer o que quiser de mim e das coisas que me pertencem, que tem sempre o meu consentimento. (Carta 620,4.)

Cada educador, de posse de um pequeno espelho (de bolso) e de uma moldura, produziu uma arte, ressaltando o que de melhor trazemos para oferecer e devolver a Deus, em atitude de desprendimento, confiança, pacto e entrega.

A partir daí, passamos toda a manhã na contemplação de Jo 8, 1-11:

Naquele tempo,  Jesus foi para o Monte das Oliveiras. De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los. Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Levando-a para o meio deles, disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Moisés, na Lei, mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?” Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio, em pé. Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?” Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu, também, não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”.

Organizamos a nossa manhã em cinco contemplações:

  1. “Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los.” (Jo 8,2): Colocamo-nos diante de Jesus Sacramentado na Capela e deixamo-nos ser conduzidos por Ele, nosso Mestre e Educador...
  2. “Entretanto, os Mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Levando-a para o meio deles, disseram a Jesus: ‘Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Moisés, na Lei, mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?’ Perguntavam isso para experimentar Jesus e para ter motivo de o acusar.” (Jo 8, 3-6): Cada educador recebeu uma pedra e, com ela na mão, buscou o recolhimento interior na área externa e interna da casa, fazendo a experiência do acusador, inflamado pela aplicação da lei e com o coração vazio de perdão e misericórdia.
  3. “Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão.” (Jo 8,6): Ao jeito de Paula Frassinetti, cada educador fez a experiência de “Apresentar ao Senhor o coração como cera mole e folha em branco, para que à cera Ele possa dar a forma que lhe aprouver, e, na folha, escrever o que Ele quiser.” (Outros Escritos de PF, p.16,9.)
  4. “Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: ‘Quem dentre vós  não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra’. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um...” (Jo 8, 7-9): As pedras recolhidas se tornaram um coração de carne...
  5. Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?”  Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu, também, não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais.” (Jo 8, 10-11): Chegamos ao coração do Retiro, quando sentimo-nos afetados pela Pedagogia amorosa, suave e firme do Senhor Jesus: “Eu também não te condeno... Podes ir, e de agora em diante, não peques mais!”

Após o almoço, adentramos a Mistagogia da Pedra na Palavra de Deus:

  1. “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja...” (Mt 16, 18): Ser Pedro e ser Pedra: duas condições que supõem escolhas: Pedro, pedregulho, pedra sem estabilidade e que se esfarela... Pedra, rocha firme e consistente, porque fortalecida pela ação de Deus...
  2. “Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra.” (Lc 21,6): Quanta coisa precisa ser “quebrada” em nós para sermos templo de Deus...
  3. “(...) e viu que a pedra havia sido tirada do túmulo.” (Jo 20, 21): Eis o desafio para quem quer viver a Pedagogia de Jesus... Fazer da Pedra de Tropeço o anúncio da Ressurreição e da vida sempre nova!

Encerramos o Retiro com o gesto de Maria que, com generosidade amorosa, ungiu os pés de Jesus com o Nardo perfumado, enchendo toda a casa com o perfume do Ressuscitado!


 

 

 
 
 


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