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Educadores de Belo Horizonte vivenciam a Formação de Leigos no mês de abril

publicado em 19.4.22
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No dia 5 de abril, reunimo-nos para a formação de leigos. Neste mês, buscamos uma interlocução do Carisma de Paula Frassinetti com as reflexões de Nassim Nicholas Taleb (1960), matemático de formação, autor, ensaísta, estatístico e analista de riscos líbano-americano. Trabalhamos duas de suas obras, a saber: A lógica do Cisne Negro – O impacto do altamente improvável e Antifrágil – Coisas que se beneficiam com o caos. Para articular as ideias de Taleb com o nosso Carisma Evangelizador, definimos o seguinte tema para a nossa formação: “Da lógica do Cisne Negro à construção de uma Escola Antifrágil, em preparação para a Páscoa!” Buscamos em Santa Paula uma iluminação para o tempo da quaresma e a vivência da Semana Santa: “(...) Lembrem-se bem que, para ressuscitar com Jesus, é preciso primeiro morrer com Ele no calvário e na Cruz!” (Paula Frassinetti, Carta 640,8.)

Sabemos que Paula Frassinetti e as Irmãs Doroteias tiveram e têm suas vidas marcadas por desafios e adversidades. A Congregação sempre esteve e está vinculada ao chão da Igreja e do mundo em todas as épocas e lugares. Assim, a capacidade de apropriação, desapropriação, itinerância de Paula Frassinetti, presente em sua biografia e testemunhada por suas cartas, nos compelem no dever do enfrentamento com coragem e sapiência diante daquilo que se nos apresenta no aqui e agora de nossa história.

Taleb nomeia de “Cisne Negro” todo acontecimento improvável que altera a nossa maneira (como pessoa física e jurídica) de ser e estar no mundo. Neste sentido, a pandemia, o isolamento social, o ensino remoto e os desafios emocionais e psicossociais que estamos vivenciando neste retorno das atividades presenciais nos desafiam em nosso testemunho evangelizador e educativo. O Cisne Negro desconstrói as nossas certezas, abala as nossas crenças e altera a nossa estabilidade  e ritmo. Precisamos ser, fazer e promover a esperança: “O tempo da tribulação é breve e o do gozo será eterno.” (Paula Frassinetti, Carta 181,3.)

Como posicionar-se diante do improvável? Taleb, na obra Antifrágil, nos aponta três possibilidades: FRÁGIL, ROBUSTO e ANTIFRÁGIL. Se somos frágeis, sentimo-nos incapazes e a nossa tendência é entregar os pontos, sem esforçar-nos e colocarmo-nos em luta: “Tenha coragem, basta querer verdadeiramente e tudo se consegue. Se vinha-me à ideia fazer tal coisa que tinha visto, e dizia a mim mesma: ‘Isto está feito, mas não se fez por si’; quem o fez tinha por certo duas mãos com cinco dedos cada uma. Eu também os tenho; portanto, com a ajuda de Deus também o posso fazer.” (Memórias, p. 30.)

Quando optamos pela robustez, a nossa tendência é o enfrentamento rígido do improvável e a crença de que tudo voltará a ser como dantes no quartel de Abrantes: “Grande é a paz de que goza o coração vazio de si e possuído pelo amor de Deus!” (Paula Frassinetti, Carta 316,3.) Deixar-se possuir pelo amor de Deus diante da tribulação faz-nos entender que a robustez se torna inoperante quando embota a nossa criatividade e possibilidade de abertura ao novo que a crise sempre nos traz...


A experiência da vida nova que brota da ressurreição desperta-nos para a capacidade de atingir a postura antifrágil. Ali, entendemos que a morte não é o nosso lugar, muito menos a robustez amorfa e bruta. Podemos aprender e crescer no caos: “O melhor modo é o mais suave.” (Paula Frassinetti ,Carta 785,3.)

 

 

 

 
 
 


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